Último reduto

Perdemos as horas sem nunca ter sido a pensar no modus operandi que nos desafia. Pensamos que não e pensamos que sim, mais um dia, e perdemos tantos. Perdemos o medo e a vergonha, perdemos tudo à nossa volta e insistimos em perdermo-nos de nós. Na eventualidade da culpa, na afirmação da utopia arrasamos com a nossa alma, com o ser e o sentir e perdemos a ingenuidade.
Último reduto, perdemos a esperança e damos tudo como perdido.

Um dia lembramo-nos, voltamos atrás a colher pormenores e de tão pouco lembramos que teimamos em não reconhecer como real, perdemos o relógio, perdemos a cronologia, vagamente o horizonte desenha-nos qualquer coisa longínqua e voltamos à frente a esquecer as memórias que já só nos assaltam débeis como fantasmas.

3 comentários:

Anónimo disse...

Modus operandi?
Essa é uma linguagem que me é familiar :))

"perdemos o relógio, perdemos a cronologia, vagamente o horizonte desenha-nos qualquer coisa longínqua e voltamos à frente a esquecer as memórias que já só nos assaltam débeis como fantasmas."
Achei fantástico!!

Street Cat disse...

Olá T. acho que sei porque a linguagem te é familiar. talvez tenha uma suspeita sobre o que fazes, o que é divertido é não saber :))

Anónimo disse...

(curiosa/provocadora!)
Ok, então mantenhamos ´na ignorância que é mais divertido. :)))


Street Cat