Sem Pontuação

Quem pudera no entardecer de mim por as ideias em ordem de como te quer(o) na forma e no conteúdo de todos os espaços inteiros fragmentados abstractos de ti tocam-me as árvores passam-me no caminho incessantes automóveis em fúria nos passos incertos nos sóis cansados tão cansados como eu me sinto no tudo em que me perdi quisera ser eu nada nem céu nem alvorada entregue a gestos de abraços em silêncios cansados de palavras ternos no calor de um olhar amanhã não existem dias nem caminhos os caminhos perdidos direitos tão imperfeitos que nunca se fazem estico os braços caem os braços cai-me o olhar tão crente de mar tão precisado de uma paz conseguida no sol de um nada fazer que cresce de desejo de o ser paro nos compassos distantes desalimentada de saudades que magoam a alma um qualquer coisa cá dentro tão longe de sentir verdadeiramente sentamo-nos numa janela qualquer onde o olhar se reconheça e as mãos se entrelacem num consentimento mudo inteiro de sentir sentir apenas a energia em rio que foge e recomeça intensifica e se excede regressa e corre imparável quente e feliz só feliz nada exige querendo unicamente instante


durante sem agora lá aqui depois durante na simplicidade do toque durante sem ontens e amanhãs durante porque é

3 comentários:

Anónimo disse...

pois...
dificuldades em colocar pontos finais, talvez.
li-te numa exclamação da minha própria visão cansada de tanto me exigir uma breve "pontuação".
Beijitos

Anónimo disse...

Street, já viste o que me fizeram?
Á conta de um destaquezinho, invadiram-me o blogue!! Já vou com 817 visitas diárias!!
Achas que posso pedir uma indemnização ao Sapo por este incentivo à invasão?

Anónimo disse...

Olha, desculpa lá não comentar o post, mas não é obrigatório, pois não?
É que hoje estou KO!
Final de um dia fdp, a terminar uma semana tb ela fdp.
Sorry


Street Cat